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> Técnicas Básicas De Decoração, Técnicas básicas de decoração
forumadm
post Jun 25 2009, 13:24
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Com esse objectivo surgiu este 1º artigo, fruto dos primeiros passos dados por esta Secção do Clube e que mais não pretende que servir de embrião para o que pode ser considerado uma forma de expressão artística.

Aqui será abordado o que se passou nas primeiras 3 sessões onde para o efeito foi utilizado o Mitsubishi Evo da Ninco. Desta forma optou-se pela carroçaria que compõe a mala ProRace e que não necessita de decapagem (a ser abordado em futuros artigos) pois o modelo já vem todo branco e precisamente com o alcance de se proceder aos passos que a seguir se descrevem.

Antes de começarmos o processo propriamente dito é importante uma decisão acerca da decoração pois este factor preparatório revelar-se-á extremamente importante no decurso de todo o processo e consiste numa boa demarcação das zonas de pintura, cores a utilizar, decalques, etc… Com a decoração do Modelo bem delineada começam os processos de pintura contados passo a passo…



Descrição do processo de pintura:
1º Passo. Limpeza.
Embora o carro seja novo, foi limpo e desengordurado com álcool, para permitir uma melhor aderência da tinta.

2º Passo. Delimitar a parte a pintar.
Não se pretendendo uma “obra prima” para este inicio optou-se por aligeirar o processo delimitando no Modelo cada um das zonas que pretendíamos pintar, cobrindo com fita isoladora nas partes que pretendíamos que permanecessem brancas. Por outro lado como o Modelo se destina á competição houve uma preocupação de utilização do mínimo de tinta, de forma a que as suas prestações em provas futuras não fossem condicionadas por umas gramas a mais provenientes do processo de pintura e decoração.

3º Passo. Pintar.
Na pintura, foram usadas tintas específicas para Modelismo, um compressor, um aerógrafo e um suporte auxiliar para prender o Modelo. Começamos pelo verde e por dar um total de 4 finíssimas camadas de tinta, espaçado em intervalos de 5 a 10 minutos. Depois foi a vez do vermelho, tentando dissimular a passagem do verde para o vermelho, com o mesmo método de aplicação. Por fim as riscas amarelas.




4º Passo. Retirar a fita isoladora.
Esta parte do processo revela-se de grande delicadeza e precisão de forma a evitar imperfeições na pintura, devendo-se aproveitar a tinta ainda fresca para realizar esta operação, permitindo uma delimitação mais precisa, evitando assim que a tinta estale ou cole a fita isoladora.



5º Passo. Aplicação dos decalques.
Após umas horas de espera para que o Modelo fique bem seco, segue-se a aplicação dos decalques.
Para o efeito utilizou-se uma folha especial para impressão de decalques, tendo para o efeito sido efectuada uma pesquisa na Internet (basta fazer uma busca de “logo”), seguida de uma boa impressão numa impressora a laser, em busca de uma excelente resolução.

Segue-se a transposição do decalque da folha impressa, para o Modelo, devendo colocar-se as partes da folha a aplicar num pouco de água durante 1, 2 minutos. Com o decalque a soltar-se da folha de papel e com o auxílio de uma pinça transpõe-se para o Modelo e para o local desejado. Depois é só esperar que o excesso de água seque e o decalque fique bem agarrado ao Modelo.



Note-se que mesmo após a secagem o decalque está muito frágil e um simples dedo húmido é suficiente para o arrastar ou partir, devendo sempre dar-se continuidade e nunca prescindir do passo seguinte.

6º Passo. Envernizamento.
O envernizamento tem dois objectivos. Proteger e dar brilho á tinta.
Para o envernizamento é utilizado um verniz sintético que deve ser diluído num pouco de diluente sintético (Mais ou menos 70% verniz e 30% diluente). Com o auxílio do aerógrafo aplica-se várias camadas muito finas, a semelhança do sucedido anteriormente com a tinta. Na última camada se pretendermos um brilho um pouco mais intenso pode subir-se a quantidade de diluente, que poderá ir até aos 50%, obtendo assim um aspecto muito agradável.



7º Passo. Montagem do carro.
Neste ultima passo devemos ter em conta a função que o Modelo vai desempenhar, de Colecção ou de Competição. Se o objectivo for o coleccionismo montar com o material que vem de origem ou procurar-se material que embeleze o Modelo, se pelo contrario for para competir devemos ser um pouco mais arrojados na busca de materiais mais leves, incorporando no interior uma bandeja de lexan, uma cremalheiras e jantes de aperto, um motor que se adeqúe á condução de cada piloto, uns amortecedores com uma rigidez propicia a cada tipo de pistas, entre muitas outras técnicas de montagem para competição que certamente serão abordados em posteriores artigos.




Colaboraram neste artigo:
Execução dos processos: Miguel Escaleira e João Escaleira.
Textos: Miguel Escaleira e João Pedro Costa.
Fotografia: Mário Costa.
Preparação dos decalques: Filipe Cruz.
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